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  Capítulo 4

CAPÍTULO 1 – CAPITALISMO E ESPAÇO GEOGRÁFICO

 

VESTIBULAR 2012

 

(UEMG)

Progresso Americano(1872)

Esta pintura (cerca 1872) de John Gast chamada Progresso Americano é uma representação alegórica do Destino Manifesto. Na cena, uma mulher angelical, algumas vezes identificada como Colúmbia, (uma personificação dos Estados Unidos do século XIX) carregando a luz da “civilização” juntamente a colonizadores americanos, prendendo cabos de telégrafo por onde passa. Há também Índios Americanos e animais selvagens do oeste “oficialmente” sendo afugentados pela personagem.

Fonte: wikipedia. Acesso em 26/7/ 2011.

Marque a alternativa que identifica e justifica CORRETAMENTE a ideologia veiculada pela pintura de John Gast, acima.

a) Liberalismo, pois suas imagens e alegorias apontam para a defesa da liberdade de comércio entre o Leste e o Oeste, eliminando as barreiras econômicas, como as das culturas indígenas.
b) Socialismo, pois as ondas migratórias, formadas por migrantes associados em sindicatos operários, estimulavam a propagação de ideias coletivistas que defendiam a propriedade comunitária.
c) Imperialismo, pois as conquistas da modernidade seriam transmitidas aos povos menos
desenvolvidos do interior da América do Norte, eliminando as formas de vida bárbaras, que
impediam o processo civilizatório.
d) Nacionalismo, pois as etnias do Norte desenvolvido e industrializado pretendiam acabar com a escravidão do Sul e Sudeste, atados ao modelo agrário e exportador.

(UFPA) Em 1909, o orientalista americano Duncan Macdonald, estudioso do mundo muçulmano, fez a seguinte afirmação:

Os árabes não se mostram especialmente fáceis na crença, mas teimosos, materialistas, questionadores, desconfiados, zombando de suas próprias superstições e usos, gostando de testes do sobrenatural – e tudo isso de um modo curiosamente irrefletido, quase infantil.

MACDONALD, Duncan. A vida e atitude religiosas no Islã, 1909.

A imagem dos árabes construída por Macdonald, no início do século XX, em pleno período do Imperialismo, demonstra claramente a concepção que os ocidentais desenvolveram sobre as populações asiáticas e africanas que estavam sendo conquistadas e submetidas ao domínio imperialista das potências ocidentais. A alternativa que retrata essa concepção é:

a) Os povos asiáticos e africanos ainda estavam na infância do processo civilizatório, mas poderiam chegar, por si mesmos, à fase adulta, bastando apenas aceitar o domínio Ocidental.
b) A Ásia e a África eram reconhecidas pelos europeus como os continentes onde nasceu a civilização e, por isso, com fortes laços com a Europa, que herdou os elementos civilizatórios que caracterizam a cultura oriental.
c) As populações asiáticas e africanas eram vistas pelos europeus como inferiores, bárbaras, supersticiosas, e, por isso, incapazes de dirigir seus próprios destinos, o que exigia a intervenção civilizadora dos europeus.
d) Para os europeus, a conquista da Ásia e da África revestia-se de um caráter meritório, já que representaria a confirmação da tese do arianismo, ou seja, da supremacia da raça branca. Caberia, assim, aos europeus o dever de civilizar os outros povos.
e) O mundo muçulmano, criado pela expansão árabe, por meio da “Guerra Santa”, seria, na visão dos europeus, o principal aliado do Mundo Cristão Ocidental na eliminação de seitas heréticas, que infestavam o Oriente.

(UNIFOR) A Segunda Revolução Industrial ocorrida, fundamentalmente, a partir da terceira década do século XIX, provocou profundas transformações no Sistema Capitalista de Produção. Sobre este fato histórico é incorreto afirmar:
a) A Segunda Revolução Industrial foi baseada no profundo avanço da Ciência Moderna e da Tecnologia.
b) A Segunda Revolução Industrial provocou a concentração e a centralização do Capital.
c) A Segunda Revolução Industrial levou ao Imperialismo.
d) Os principais setores da Segunda Revolução Industrial foram o têxtil e o metalúrgico.
e) Durante a Segunda Revolução Industrial, a Inglaterra perdeu o domínio da produção de bens industrializados.

(PUCRJ)

UC-RJ2012-1-his-12
Fonte: www.radiomocambique.com

A imagem é uma caricatura sobre a política imperialista europeia na África no final do século XIX e início do século XX. Nela, Cecil Rhodes, um dos mais conhecidos exploradores do continente, coloca suas botas sobre o mapa da África ao mesmo tempo em que segura uma linha que representa o sonho inglês de construir uma estrada ferro entre o Egito e o sul da África. Usando-a como referência, é incorreto fazer a seguinte afirmação sobre o imperialismo:

a) buscou-se a integração dos mercados coloniais para o desenvolvimento das potências europeias.
b) o continente africano foi ocupado e seus territórios tornados domínios das principais potências.
c) abandonaram-se as ações militares em favor de uma política apoiada no uso da diplomacia internacional.
d) o colonialismo foi apresentado como “missão” civilizadora e progressista das potências do Ocidente.
e) os europeus foram exaltados como membros de uma sociedade tecnologicamente e militarmente superior às nações africanas.

(PUCSP) "Coube a Portugal a tarefa de encontrar uma forma de utilização econômica das terras americanas que não fosse a fácil extração de metais preciosos. Somente assim seria possível cobrir os gastos de defesa dessas terras. (...) De simples empresa espoliativa e extrativa – idêntica à que na mesma época estava sendo empreendida na costa da África e nas índias Orientais – a América passa a constituir parte integrante da economia reprodutiva europeia, cuja técnica e capitais a ela se aplicam para criar de forma permanente um fluxo de bens destinados ao mercado europeu."

FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1971. p. 8. Adaptado.

Segundo o texto, a colonização sistemática do território brasileiro por Portugal favoreceu
a) a integração da América a uma economia internacionalizada, que tinha a Europa como centro.
b) estabelecimento das feitorias na costa atlântica do Brasil, responsáveis pela extração e pelo comércio de pau-brasil.
c) a constituição de forte hegemonia portuguesa sobre o Oceano Atlântico, que persistiu até o século XVIII.
d) o início de trocas comerciais regulares e intensas do Brasil com as colônias portuguesas das Índias Orientais.
e) a construção de fortalezas no litoral brasileiro, para rechaçar, no século XVI e no XVII, as tentativas de invasões francesas e holandesas.

(PUCRJ) Entre 1837 e 1839, o escritor inglês Charles Dickens publicou o romance Oliver Twist. Abaixo, estão reproduzidos os primeiros parágrafos desse texto de Dickens:

Dentre os vários monumentos públicos que enobrecem uma cidade da Inglaterra, cujo nome tenho a prudência de não dizer, e à qual não quero dar um nome imaginário, um existe comum à maior parte das cidades grandes ou pequenas: é o asilo da mendicidade.
Lá em certo dia, cuja data não é necessário indicar, tanto mais que nenhuma importância tem, nasceu o pequeno mortal que dá nome a este livro.
Muito tempo depois de ter o cirurgião dos pobres da paróquia introduzido o pequeno Oliver neste vale de lágrimas, ainda se duvidava se a pobre criança viveria ou não; se sucumbisse, é mais que provável que estas memórias nunca aparecessem, ou então ocupariam poucas páginas, e deste modo teriam o inapreciável mérito de ser o modelo de biografia mais curioso e exato que nenhum país em nenhuma época jamais produziu.

(DICKENS, Charles. Oliver Twist. Tradução de Machado de Assis e Ricardo Lísias. 1. ed. São Paulo: Hedra, 2002.)

Considerando a passagem, assinale a alternativa que indica corretamente as características do período a que Dickens se refere.

a) Crescimento urbano e pobreza que acompanharam o desenvolvimento material da revolução industrial.
b) Revolução comercial, reforma protestante e surgimento de uma nova ética de trabalho.
c) Crise econômica do feudalismo e ascensão das ideias científicas do liberalismo.
d) Espírito regenerador dos valores cristãos praticados pela Contra Reforma na Inglaterra.
e) Exaltação da classe operária inglesa e suas propensões naturais para o socialismo e a revolução.

(IFBA) “A França receia a Alemanha; a Turquia teme a Rússia; a Áustria está contida por ambas; a Itália necessita da benevolência de todas; e cada uma por sua vez treme do senhor Bismarck”.

QUEIRÓS, Eça de. Cartas da Inglaterra, 1880-1885. In: RODRIGUE, Joelza Ester. História em documento: imagem e texto. São Paulo: FTD, 2001, p. 35.

O trecho da carta de Eça de Queirós aponta uma situação vivida pela Europa no final do século XIX, indicando que as

a) expansões imperialistas dos países citados chocavam-se entre si, mas não contaminaram outros países da Europa, que se mantiveram neutros e incapazes de impor seus interesses.
b) unificações da Itália e da Alemanha tornaram os dois países incapazes de fazer frente às investidas militares da Áustria, no sentido de unir os três países, formando um grande império.
c) ações imperialistas, ao longo do século, fizeram da Alemanha a maior potência econômica do mundo, subjugando os demais países, que não tiveram como impor limites ao seu expansionismo.
d) sucessivas vitórias francesas sobre a Alemanha em guerras anteriores deu à França o controle sobre o rico território da Alsácia-Lorena, fazendo surgir entre os alemães um sentimento revanchista.
e) disputas econômicas entre os países europeus, acrescido de um nacionalismo cada vez mais agressivo, colocaram a Europa em constante situação de guerra, que se concretizará com a Primeira Guerra Mundial.

(IFMT)

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

(PESSOA, Fernando. Mar português. In: SARONI, Fernando. Registrando a História. v. 1. São Paulo: FTD, 1997. p. 20.) A Questão 41 refere-se ao Texto 1.

A poesia acima, de autoria de Fernando Pessoa, faz referência às grandes navegações. Tomando-a como base, podemos afirmar corretamente, exceto:

a) O Cabo Bojador, localizado na costa ocidental da África, despertava medo nos navegantes, que acreditavam em muitas lendas sobre o local.
b) Muitos familiares de marinheiros sofreram, porque as navegações eram muito perigosas e muitos navegantes nunca mais retornaram.
c) A poesia ressalta a coragem e a ousadia dos navegadores portugueses de se lançarem ao mar, apesar dos perigos.
d) Apesar dos perigos, navegar era uma aventura segura e não havia qualquer tipo de risco.
e) Para o poeta, apesar de perigoso, o mar era um local especial, afinal, lançando-se nele, havia a possibilidade de novas conquistas. No sentido metafórico, quem vencer os perigos do mar alcançará a glória.

 

(IFMT) “Os grandes grupos empresariais capazes de monopolizar ramos inteiros da economia precisavam de fornecimentos estáveis e baratos de matérias-primas. Dada a produção em grande escala, tinham necessidade também de mercados consumidores para o escoamento de suas mercadorias. Por fim, em razão da escala de acumulação de capital que praticavam, necessitavam de mercados receptores de investimentos.”

(KOSHIBA, Luiz. História: origens, estruturas e processos. Ensino Médio. São Paulo: Atual, 2000. p. 383.)

 O texto acima se refere ao imperialismo surgido no final do século XIX. Entre os fatores que motivaram o imperialismo, não podemos incluir:

a) A emergência de novas potências industrialmente mais bem equipadas, acirrando a concorrência e
concentrando o capital.
b) O surgimento de grupos monopolistas que dominavam praticamente sozinhos o mercado.
c) A crença na superioridade dos europeus sobre os povos conquistados.
d) O desenvolvimento de novas técnicas de produção, como o taylorismo, que foi aplicado por Henry Ford e por isso chamado de fordismo.
e) O crescimento da política econômica mercantilista, com a intervenção cada vez maior do Estado Absolutista em todos os aspectos econômicos.

(CEDERJ)

“Os Estados monárquicos dos séculos XV e XVI encontraram, pois, neste tesouro de experiência e de regulamento, os primeiros elementos de sua política econômica; numa certa medida, o mercantilismo que começa a se afirmar na França e na Inglaterra na segunda metade do século XV estendeu aos limites das jovens monarquias nacionais as preocupações e as práticas das cidades da Idade Média.”

Deyon, Pierre. O Mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973, p.16.

Sobre o Mercantilismo, pode-se afirmar que

a) é um conjunto de teorias sobre o papel da moeda no processo de desenvolvimento europeu. Nesse sentido, a acumulação de moedas é identificada como inibidora do fortalecimento econômico de um país.
b) se constitui numa prática política protecionista que desestimula a importação e favorece a exportação de produtos, eliminando o equilíbrio da balança comercial.
c) suas políticas assentavam-se na certeza de que a riqueza de uma nação tinha relação direta com
o maior incremento na importação de produtos. Por isso, as políticas mercantilistas são essencialmente liberais.
d) está ancorado na manutenção de práticas locais de produção de subsistência e na vinculação estreita com a Igreja Católica. Dessa forma, a prática mercantilistas é essencialmente católica.

(UFRN) A charge abaixo, publicada na França em 1885, refere-se a um episódio específico de um fenômeno histórico, cujas repercussões atingiram diversos continentes até as primeiras décadas do século XX.

Analise os elementos que compõem a charge e responda:

a) Qual o fenômeno histórico a que ela faz referência? Entre o século XIX e as primeiras décadas do século XX, que relações de poder existiam entre as nações?

b) Mencione dois aspectos (acontecimentos ou ideias) que se relacionam a esse fenômeno histórico.

Respostas:

a) Fenômeno Histórico

- Novo colonialismo/neocolonialismo – século XIX ou
- Imperialismo ou
- Imperialismo na África ou
- Partilha da África pelos países europeus ou
- Conferência de Berlim (1884-1885).

Relações de poder:
As relações entre as potências europeias eram marcadas por muitas tensões, conflitos e disputas pelo domínio de vastas áreas na Ásia e na África.
As relações entre as potências europeias e os territórios “colonizados” eram marcadas pelo domínio político e econômico.

b) ACONTECIMENTOS/IDEIAS QUE MARCARAM O NEOCOLONIALISMO

· Expansão do capitalismo industrial, que necessitava de novos mercados para solucionar crises de superprodução.
· Investimento de capitais excedentes, que eram aplicados na Ásia e na África.
· Implantação, nos territórios coloniais, de empresas de serviços e de bancos.
· Ideologia da missão civilizadora dos europeus. Essa missão era vista como o “fardo do homem branco”.
· Difusão das ideias do “darwinismo social”, que justificava, pela lei da seleção natural, o domínio da espécie mais evoluída.
· Expedições científicas e missões religiosas, que possibilitaram o contato com realidades geográficas, naturais e sociais ainda desconhecidas dos europeus.
· Instalação de excedentes populacionais da Europa nas áreas coloniais. ·            Conquista de bases estratégicas para a segurança do comércio marítimo das nações
europeias.
· Posse de armas sofisticadas, que garantiram a supremacia europeia por quase toda a África.
· Conhecimentos científicos, que preveniam doenças (malária), e a navegação a vapor, que facilitava o deslocamento para os territórios colonizados.
· Conflitos étnicos na África, em razão das fronteiras definidas pelos países europeus na Conferência de Berlim.

(UERJ) Como se ilustra no mapa, elaborado em 1886, a associação entre cartografia e arte era comum no século XIX. Essa prática, porém, cedeu espaço aos avanços técnicos.


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a) Cite dois recursos tecnológicos, utilizados atualmente na confecção de mapas, que não estavam disponíveis para os cartógrafos do século XIX.

b) Em seguida, a partir da observação do mapa, explique por que o Império Britânico era denominado “O Império no qual o sol nunca se põe”.

Respostas:

a)
Dois dos recursos:
• fotografia aérea
• imagens de radar
• imagens de satélite
• computação gráfica
• sensoriamento remoto por satélite
• Sistema de Posicionamento Global (GPS)

b) Os países componentes do Império Britânico estavam distribuídos ao longo de várias longitudes dos hemisférios ocidental e oriental, por isso, a qualquer hora do dia, havia sempre um território posicionado na parte iluminada do planeta.

(FEI) No final do período medieval, parte da burguesia europeia emergente passou a apoiar a centralização do poder nas mãos dos monarcas, em detrimento da nobreza, como forma de garantir privilégios e interesses econômicos, como o do comércio. Esta centralização, que está na origem dos Estados-nações, não ocorreu de forma homogênea em toda a Europa. Assinale a alternativa que indica o país onde o processo de centralização ocorreu em primeiro lugar:

a) Alemanha
b) Itália
c) Holanda
e) Portugal
e) Bélgica

(FATEC) O Mercantilismo pode ser definido como um conjunto de práticas e doutrinas econômicas adotadas pelo Estado absolutista, na Idade Moderna, com o objetivo de obter e acumular riqueza. Partindo do princípio de que a riqueza de uma nação era determinada pela quantidade de metais preciosos mantidos dentro de seu território, os estados absolutos desse período

a) proibiam as atividades manufatureiras e desviavam os capitais assim liberados para o desenvolvimento de frotas comerciais.
b) criavam cooperativas multinacionais para dividir os custos de empreendimentos, como a colonização de áreas periféricas.
c) eliminavam a livre iniciativa, submetendo as atividades econômicas rurais e urbanas ao monopólio estatal.
d) estabeleciam a lei da oferta e da procura para garantir a livre concorrência e eliminar os entraves ao desenvolvimento comercial.
e) utilizavam políticas intervencionistas para regular o funcionamento da economia e obter uma balança comercial favorável.

(FGV-RJ) A chamada Segunda Revolução Industrial, ocorrida nas últimas décadas do século XIX, foi caracterizada:

a) pela concentração do processo de industrialização na Inglaterra e pela montagem do império colonial britânico.
b) pelo desenvolvimento da eletricidade e da siderurgia e pela expansão da industrialização para além do continente europeu.
c) pela industrialização e pela formação de Estados nacionais no continente africano, a partir das suas antigas fronteiras culturais e linguísticas.
d) pelo equilíbrio de forças entre as antigas colônias europeias e os Estados europeus devido à difusão da industrialização.

e) pela retração da economia mundial devido à mecanização da produção e à diminuição da oferta de produtos industrializados.

 

 

 

VESTIBULAR 2011

 

(UDESC) O imperialismo, ou neocolonialismo, como também é conhecido, é constituído por práticas dos Estados Nacionais, que pretendem colocar-se como expansores de seus domínios, controlando outras nações supostamente imaginadas como mais frágeis e mesmo até menos civilizadas. Sobre o imperialismo das últimas décadas do século XIX, é correto afirmar que:

 

a ) o Brasil foi colaborador da política imperialista na África.

b) os países latino-americanos, no final do século XIX, em sua maioria ainda colônias das metrópoles, também sofreram com o neocolonialismo.

c) os Estados Unidos foram o Estado mais ostensivo em sua política imperialista no período citado.

d) as investidas dos países europeus na expansão de seus domínios foram centradas sobretudo na África e Ásia.

e) Alemanha e Itália, países há muito tempo constituídos como Estados Nacionais, tiveram papel de destaque no imperialismo do final do século XIX.

 

(UNEMAT) As alternativas a seguir referem-se a alguns aspectos fundamentais que caracterizam o capitalismo desde sua etapa inicial, exceto:

 

a) sociedade dividida em classes.

b) socialização dos meios de produção.

c) economia de mercado.

d) busca do lucro e acumulação do capital.

e) predomínio da propriedade privada.

 

(UNIOESTE) A partir das últimas décadas do século XIX, o capitalismo desencadeou uma série de transformações nos países hegemônicos e na sociedade internacional de maneira geral. Dentre tais mudanças estão:

 

I. Aumento da concentração e da centralização do capital monopolista dentro da lógica do imperialismo.

II. A constituição de novos sistemas coloniais, na África e na Ásia.

III. A concentração do capital, com a formação de cartéis e trustes.

IV. O fortalecimento da democracia como regime mais racional na condução dos povos civilizados.

 

Diante das afirmações acima, assinale a alternativa correta.

 

a) Os itens I, II e III são verdadeiros.

b) Os itens II e IV são verdadeiros.

c) Os itens I e III são verdadeiros.

d) Todos os itens (I, II, III e IV) são verdadeiros.

e) Todos os itens ( I, II e III e IV) são FALSOS.

 

(UNIOESTE)

 

“Se vamos a essencia da nossa formacao veremos que na realidade nos constituimos para fornecer

acucar, tabaco, alguns outros generos; mais tarde ouro e diamantes; depois algodao, e em seguida cafe, para o comercio europeu.”

PRADO JR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. Sao Paulo, Publifolha, 2000, p.21

 

O texto acima sintetiza a analise feita por Caio Prado Junior sobre o sentido da colonizacao do Brasil

iniciada pelos portugueses a partir do seculo XVI. Sobre este periodo e correto afirmar que

 

I. Formou-se, no Brasil, uma economia de carater dependente do mercado externo.

II. O Brasil foi caracterizado por pequenas unidades de producao diversificadas.

III. A economia brasileira era dominada por pequenas manufaturas exportadoras.

IV. Prevaleceu, no Brasil, uma producao baseada no latifundio monocultor.

 

a) Somente as afirmativas I e II estao corretas.

b) Somente as afirmativas I e III estao corretas.

c) Somente as afirmativas I e IV estao corretas.

d) Somente as afirmativas II e III estao corretas.

e) Somente as afirmativas II e IV estao corretas.

 

(UNIOESTE) A respeito da formação da sociedade capitalista, leia o trecho abaixo e assinale a afirmativa INCORRETA.

 

“O processo que cria o sistema capitalista consiste apenas no processo que retira do trabalhador a

propriedade de seus meios de trabalho, um processo que transforma em capital os meios sociais de

produção e sobrevivência e (que) convertem em assalariados os produtores diretos (...). O produtor direto, o trabalhador, só pode dispor de sua pessoa depois que deixou de estar vinculado à gleba (...)”

Marx. O Capital.

 

a) O processo de formação do sistema capitalista baseou-se na expropriação dos meios de produção de um determinado grupo social – os trabalhadores diretos.

b) sistema capitalista ao se formar transforma o trabalhador em mercadoria, pois este, para sobreviver, deverá vender sua força de trabalho.

c) O processo de formação da sociedade capitalista transformou a terra em mercadoria.

d) A transformação do camponês em trabalhador assalariado baseou-se no processo de expropriação de seu direito a terra.

e) O processo de formação da sociedade capitalista se baseou na socialização dos meios de produção

 

(UEPB) Observe a charge abaixo. A sua leitura nos mostra a crítica que o cartunista francês Plantum faz em relação

 

Fonte: VESENTINI. J. William. Geografia Crítica. Volume 3. São Paulo: Ática, 1998.

 

a) ao aquecimento global provocado pelos países industrializados, que se recusam a diminuir a emissão de gases para a atmosfera.

b) à divisão internacional do trabalho entre Norte e Sul, que se processa com base nas relações desiguais de troca, visto que os produtos comercializados pelo terceiro mundo têm pouco valor agregado.

c) à recessão que atingiu as economias dos Estados Unidos, Japão e União Européia com forte repercussão em toda a economia global.

d) ao primeiro choque do petróleo ocorrido em 1973, quando os países produtores do Oriente Médio reduziram sua produção, elevaram o preço do barril e embargaram as vendas para os EUA e a Europa.

e) à Revolução Verde, que disseminou novas sementes e práticas agrícolas para aumentar a produção em países subdesenvolvidos durante as décadas de 1960/70, mas criou a dependência tecnológica em tais nações agrícolas.

 

(UFAL) No século XVI, o Mercantilismo, como doutrina econômica de sustentação das políticas absolutistas das nações europeias, estabelecia:

 

a) a restrição das exportações para evitar o depauperamento dos cofres nacionais.

b) o livre comércio internacional entre as nações coloniais, o que caracterizava o escambo.

c) que a riqueza de uma nação era avaliada pela quantidade de metal nobre que acumulasse.

d) a internacionalização das tarifas alfandegárias para facilitar o intercâmbio entre as nações ricas.

e) o retorno às atividades agrícolas como forma de garantir uma balança comercial favorável.

 

VESTIBULAR 2010

 

(UFF)

 

A DESCOBERTA DA AMÉRICA E A BARBÁRIE DOS CIVILIZADOS

 

– A conquista da América pelos europeus foi uma tragédia sangrenta. A ferro e fogo! Era a divisa dos cristianizadores. Mataram à vontade, destruíram tudo e levaram todo ouro que havia.

Outro espanhol, de nome Pizarro, fez no Peru coisa idêntica com os incas, um povo de civilização muito adiantada que lá existia. Pizarro chegou e disse ao imperador inca que o papa havia dado aquele país aos espanhóis e ele viera tomar conta. O imperador inca, que não sabia quem era o papa, ficou de boca aberta, e muito naturalmente não se submeteu. Então Pizarro, bem armado de canhões conquistou e saqueou o Peru.

– Mas que diferença há, vovó, entre estes homens e aquele Átila ou aquele Gengis-Cã que marchou para o ocidente com os terríveis tártaros, matando, arrasando e saqueando tudo?

– A diferença única é que a história é escrita pelos ocidentais e por isso torcida a nosso favor.

Vem daí considerarmos como feras aos tártaros de Gengis-Cã e como heróis com monumentos em toda parte, aos célebres “conquistadores” brancos. A verdade, porém, manda dizer que tanto uns como outros nunca passaram de monstros feitos da mesmíssima massa, na mesmíssima forma. Gengis-Cã construiu pirâmides enormes com cabeças cortadas aos prisioneiros. Vasco da Gama encontrou na Índia vários navios árabes carregados de arroz, aprisionou-os, cortou as orelhas e as mãos de oitocentos homens da equipagem e depois queimou os pobres mutilados dentro dos seus navios.

Monteiro Lobato, História do mundo para crianças. Capítulo LX

 

O texto de Monteiro Lobato expressa a dificuldade de definirmos quem é civilizado e quem é bárbaro. Mas isso à parte, pensando a atuação europeia nos séculos XVI e XVII nas áreas americanas, um número razoável dessas visões equivocadas justificou o avanço espanhol e a destruição dos astecas, maias e incas explicados por:

a) necessidades sociais impostas pelas características culturais do território espanhol e pela presença muçulmana que limitava as condições de enriquecimento da monarquia, levando à conquista da América e à constituição de uma base política iluminista. 

b) necessidades religiosas decorrentes da perda de poder da Igreja Católica frente ao avanço das reformas protestantes e das alianças com as potências ibéricas para estabelecer o Império da Cristandade, baseado na Escolástica. 

c) necessidades políticas oriundas das tensões na Península Ibérica que levaram a Espanha a organizar o processo de conquista do Novo Mundo como única alternativa para sua unidade política, utilizando para isso o apoio do Papado e da França de Francisco I. 

d) necessidades econômicas provenientes da divisão do território espanhol, fruto da diversidade cultural e étnica, e das disputas pelo poder entre Madri e Barcelona, ampliadas pelas vitórias portuguesas na África e na Ásia e pelo desenvolvimento da economia do açúcar no Brasil. 

e) necessidades econômicas, políticas e religiosas dos recém-centralizados estados modernos, através do mercantilismo metalista que inundou a Europa de prata e de ouro, levando em seguida a uma revolução nos preços, que provocou inflação, e ao avanço de novas formas de desenvolvimento da agricultura. 

 

(UFSM) "A exploração europeia na Ásia e na África, intensificada na virada do século XIX para o século XX, deveu-se em grande parte aos avanços científicos e tecnológicos do período. Graças ao barco a vapor, os europeus puderam penetrar com maior facilidade pelo interior dos continentes; a descoberta do quinino, alcaloide extraído de arbustos e utilizado como remédio, reduziu o elevado número de mortes por causa da malária, doença que afetava os europeus no seu avanço pelo território africano."

AZEVEDO, Gislaine & SERIACOPI, Reinaldo. História. Ensino Médio. São Paulo: Ática, 2005, p. 335.

 

É(São) característica(s) desse contexto histórico:

 

I - a associação entre os interesses econômicos dos governos dos Estados nacionais europeus, das grandes empresas e dos bancos para investir em regiões da África, Ásia e América Latina.

II - a busca das potências imperialistas de assegurar o controle exclusivo tanto das fontes de matérias-primas - ferro, carvão e petróleo - como dos mercados consumidores para seus produtos industrializados.

III - a partilha da África na Conferência de Berlim, que autorizou o retalhamento do território africano em colônias das principais potências europeias da época, como a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha e a Bélgica.

IV - a expansão da dominação imperialista para várias regiões da Ásia por parte de países ocidentais, como a Grã-Bretanha na Índia e na China, a França na Indochina e os Estados Unidos nas Filipinas.

 

Está(ão) correta(s)

 

a) apenas I.

b) apenas II.

c) apenas I, II e III.

d) apenas III e IV.

e) I, II, III e IV.

 

(MACKENZIE) “Podemos sempre nos deparar com dois mapas encontrados em quase todos os livros didáticos (...): ‘A África por volta de 1880’, e ‘A Áfricaem 1914’. No primeiro, vê-se um número bem pequeno de possessõeseuropéias na África; no segundo, virtualmente, a totalidade do continente

negro está dividida em colônias européias”.

H.L. Wesseling. Dividir para Dominar: A partilha da África (1880-1914)

 

 

A diferença entre os mapas africanos, em 1880 e 1914, apresentada no texto e ilustradas, é explicada

 

a) pelo fato de, no período citado, o continente ter sido dividido por potências europeias, no contexto da corrida imperialista dos séculos XIX e XX.

b) por acordos estabelecidos entre as potências europeias desde o século XVI e que, na prática, foram anulados em 1914, em virtude da predominância de colônias italianas e alemãs.

c) por um pacto assinado entre Inglaterra e França, as maiores potências da época, que aceitaram a divisão pacífica do território africano.

d) pela resistência das nações africanas à divisão do continente, o que obrigou os europeus a organizarem força conjunta de ataque.

e) pelas ambições imperialistas europeias, típicas do período citado, que promoveram a divisão do continente e impediram a eclosão da Primeira Guerra Mundial.

 

(UFC) “A maneira como os indivíduos manifestam sua vida reflete exatamente o que são. O que eles são coincide, pois, com sua produção, isto é, tanto com o que eles produzem quanto com a maneira como produzem. O que os indivíduos são depende, portanto, das condições materiais da sua produção.” MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1989, p. 13.

 

Com base nessa citação do livro A ideologia alemã, que trata da teoria marxista para a interpretação da sociedade, é correto afirmar que:

a) o capitalismo teve origem no modo de produção socialista, a partir de uma revolução burguesa.

b) o capitalismo teve origem em ideias religiosas, a partir do Renascimento, e no crescimento da burguesia.

c) a produção de ideias na vida social, no decorrer da história, está separada da produção da vida material.

d) a perspectiva de análise marxista examina a sociedade levando em consideração as relações sociais estabelecias no modo de produção.

e) o pensamento marxista surgiu no início da revolução francesa, com a defesa da igualdade e da fraternidade entre todos os seres humanos.

 

(FUVEST) No Ocidente, o período entre 1848 e 1875 “é primariamente o do maciço avanço da economia do capitalismo industrial, em escala mundial, da ordem social que o representa, das ideias e credos que pareciam legitimá-lo e ratificá-lo”.

E. J. Hobsbawm. A era do capital 1848-1875.

 

A “ordem social” e as “ideias e credos” a que se refere o autor caracterizam-se, respectivamente, como

 

a) aristocrática e conservadoras.

b) socialista e anarquistas.

c) popular e democráticas.

d) tradicional e positivistas.

e) burguesa e liberais.

 

(UEL) Sobre a revolução industrial, cultura e trabalho na Europa, nas colônias anglo-hispânicas e no Brasil, é correto afirmar:

 

I. A Revolução Industrial, fenômeno que marcou a passagem do sistema de produção agrário e artesanal para o industrial, transformou as formas de sobrevivência da sociedade inglesa. Grande parte dos trabalhadores foi destituída dos meios de produção, obrigada a vender sua força de trabalho e a receber salários que comumente eram insuficientes para a sobrevivência das famílias.

II. A era moderna teve início com a Revolução industrial na Inglaterra. Reflexo de tal modernidade está no fato de que no século XVIII, as mulheres, até então vinculadas ao lar e responsáveis pela criação dos filhos e cuidados com o marido, com a grande oferta de empregos, puderam sair daquele espaço que era privado para lançarem-se no espaço público, especializando-se e concorrendo com homens no setor têxtil e metalúrgico.

III. No século XIX, trezentos anos após o início da industrialização, viveu-se a chamada Segunda Era da Revolução Industrial, de caráter digital. Este período ficou marcado pela inclusão e tratamento igualitário entre homens e mulheres nas frentes de trabalho e o fim da utilização da mão de obra infantil nas indústrias.

IV. O empobrecimento e penúria causados pela dinâmica do capitalismo pós Revolução Industrial, levou mulheres e crianças para o trabalho nas fábricas. Esta categoria de trabalhadores cumpria as mesmas tarefas e quantidade de horas que os homens, mas, por sua condição marginal, recebiam salários inferiores a eles.

 

Assinale a alternativa correta.

 

a) Somente as afirmativas I e IV são corretas.

b) Somente as afirmativas II e III são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

e) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.

 

 (FGV-RJ) A respeito do mercantilismo é correto afirmar:

 

a) Foi uma doutrina desenvolvida exclusivamente na Península Ibérica e sustentava que o desenvolvimento econômico era obtido graças ao comércio e à produção de gêneros agrícolas.

b) Tratou-se de um conjunto de ideias sociais que confrontava os privilégios da nobreza e do clero em defesa dos interesses dos setores mercantis e manufatureiros.

c) Tratou-se de um conjunto de práticas e ideias religiosas desenvolvido nas regiões européias de penetração protestante e associada, sobretudo, ao calvinismo e ao luteranismo.

d) Foi um conjunto de práticas e ideias econômicas que visava o enriquecimento dos Estados europeus por meio, principalmente, do metalismo, da exploração colonial, de práticas protecionistas e de uma balança comercial favorável.

e) Foi uma doutrina econômica desenvolvida na Inglaterra e que defendia o livre comércio, o fim das barreiras alfandegárias, o desenvolvimento industrial e a abolição das relações escravistas de produção.

 

(ESPM) Por volta de 1877 os Estados Unidos estavam no limiar da moderna grandeza industrial. Quaisquer que tenham sido os efeitos da guerra civil, nenhuma dúvida há sobre o prodigioso desenvolvimento industrial ocorrido no país no final do século XIX.

(H. C. Allen. História dos EUA)

 

Assinale a alternativa que apresenta as características do desenvolvimento capitalista dos EUA no final do século XIX:

 

a) o capitalismo adotou uma crescente participação do Estado na economia para evitar as crises de superprodução, cabendo ao Estado cuidar do planejamento econômico;

b) as pequenas empresas cederam lugar aos grandes trustes, que passaram a influir no funcionamento do mercado;

c) o processo de monopolização que incrementava a integração das pequenas empresas produziu o enfraquecimento dos trustes;

d) o capitalismo viveu um momento de forte expansão favorecido por investimentos asiáticos;

e) a formação de trustes democratizou a economia dos EUA, pois eliminou a concorrência praticada pelas pequenas empresas.

 

 

(ACAFE) A Revolução Industrial, com seus avanços tecnológicos, produziu novas formas de produção de bens e a geração de grandes grupos econômicos. Considerando esse contexto é correto afirmar, exceto:

 

a) Os trustes são empresas especializadas na formação de mão de obra para o setor industrial.

b) A linha de montagem com esteiras racio-nalizou a produção em massa; esse método ficou conhecido como fordismo.

c) Cartéis são associações de empresas de um mesmo produto que realizam um acordo para evitar concorrentes, dividindo mercados e estabelecendo preços.

d) O taylorismo visava dinamizar a produção, controlando as máquinas e operários no processo produtivo.

 

VESTIBULAR 2009

 

(UCS-RS) No período histórico que se estende entre os séculos XVI e XVIII, com o fim do feudalismo e a consolidação dos Estados Nacionais, a doutrina econômica dominante foi o mercantilismo.

Assinale a alternativa que apresenta uma de suas características.

 

a) Laissez-faire ou liberdade de comércio e de produção: o Estado não deveria intervir nas atividades econômicas ou, no máximo, poderia atuar de forma subsidiária e complementar em setores cuja exploração não fosse lucrativa ou não interessasse aos particulares.

b) Livre-câmbio: pregava a abolição das tarifas alfandegárias protecionistas, defendendo que cada país deveria se especializar na produção daqueles artigos que pudesse produzir em melhores condições que os outros, dando início à divisão internacional do trabalho.

c) Inviolabilidade da propriedade privada: a propriedade privada era um direito natural do ser humano, sagrado e inviolável, e o que fosse herdado ou adquirido conferia ao indivíduo o direito de usá-lo em seu proveito.

d) Liberdade de contrato: o montante do salário e a extensão da jornada de trabalho deveriam ser fixados livremente através de negociação direta entre o empregador e o empregado, sem nenhuma interferência do governo, da legislação ou dos sindicatos.

e) Balança Comercial Favoráve l: o esforço era para exportar mais do que importar; dessa forma entrariam mais moedas do que sairiam, deixando o país em boa situação financeira.

 

(UFJF- GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA) Em Geografia, o que representa o espaço concreto dominado e apropriado por uma sociedade ou por um Estado e identificado pela posse é:

a) a natureza.

b) a paisagem.

c) a região.

d) o lugar.

e) o território.

 

(UNIFEI) As nações industrializadas européias partiram em fins do século XIX e no início do século XX para um processo de disputa por territórios na África, na Ásia e também na América Latina. Os termos Imperialismo e Neocolonialismo são usados para designar o processo de dominação que se estabeleceu a partir de então sobre os territórios e povos desses continentes. Levando em consideração esse momento da expansão do capitalismo, assinale a alternativa incorreta.

 

a) O Neocolonialismo surgiu quando a burguesia das nações industrializadas desenvolvidas rejeitou as fronteiras nacionais porque passou a considerá-las como barreiras à expansão econômica do capital.

b) O ”darwinismo social” serviu como justificativa ideológica para o domínio das potências ocidentais sobre a África e a Ásia.

c) O principal objetivo do Neocolonialismo era a implementação do sistema de feitorias nos continentes asiático e africano.

d) As grandes empresas e os bancos procuraram garantir o controle das fontes de matérias-primas e dos mercados consumidores para os produtos industrializados.

 

(FUVEST) "Da armada dependem as colônias, das colônias depende o comércio, do comércio, a capacidade de um Estado manter exércitos numerosos, aumentar a sua população e tornar possíveis as mais gloriosas e úteis empresas."

 

Essa afirmação do duque de Choiseul (1719-1785) expressa bem a natureza e o caráter do:

 

a) liberalismo.

b) feudalismo.

c) mercantilismo.

d) escravismo.

e) corporativismo.

 

(UEL) Sobre a Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX, é correto afirmar.

a) Uma condição indispensável para a transição do artesanato para a manufatura e desta para a indústria moderna foi a concentração da propriedade dos meios de produção nas mãos do capitalista.

b) O crescimento industrial na Inglaterra resultou em um processo conhecido como "segunda servidão", na qual os antigos servos rurais foram transferidos para as indústrias urbanas, visando ao aumento de produtividade das mesmas.

c) Embora detivessem o poder político, tanto a burguesia rural como a aristocracia urbana não possuíam capitais que possibilitassem o desenvolvimento da Revolução Industrial, sendo esta, portanto, financiada pelos pequenos proprietários rurais.

d) A industrialização na Grã-Bretanha iniciou-se com a instalação das indústrias de bens de capital (aço e maquinário) e, depois de estruturada essa base, partiu-se para a produção de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (tecidos, alimentos, bebidas).

e) Por não haver complementaridade entre a atividade industrial e a pecuária (gado bovino, ovino), este foi o setor mais duramente atingido pela conversão da Europa rural em industrial.

 

(IBMECSP) Assinale a alternativa correta sobre as modificações ocorridas no mundo do trabalho a partir da Revolução Industrial:

a) Desde o início da industrialização sindicatos e partidos comunistas já se colocavam à frente dos operários para reivindicar melhores condições de trabalho.

b) Os artesãos foram desaparecendo à medida que o número de trabalhadores fabris aumentava pela multiplicação das máquinas.

c) Havia profundas diferenças entre os operários das fábricas e os artesãos, pois estes últimos estavam estabelecidos no campo de onde forneciam seus produtos para as cidades.

d) Apesar das privações passadas pelos operários a presença constante dos patrões dentro das fábricas aliviava as tensões grevistas.

e) As condições de trabalho do campo e da cidade eram as mesmas, existindo em ambas a figura do capataz, o regime de privações, e a igreja como refúgio espiritual.

 

(IBMECRJ) "A expressão Revolução Industrial tem sido utilizada para designar um conjunto de transformações econômicas, sociais e tecnológicas que teve início na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII. Em pouco tempo, essas mudanças afetariam outros países da Europa e outros continentes, alterando definitivamente as relações entre as sociedades humanas."

                  FIGUEIRA, D. G. "História". São Paulo: Ática, 2005. p. 193.

 

Sobre esse tema são feitas as seguintes afirmativas:

 

I - A produção de tecidos foi um dos primeiros setores a desenvolver o processo industrializador.

II - Ao aumentar a produtividade de cada trabalhador, aumentou a oferta de mercadoria e, por consequência, possibilitou uma redução nos preços dos produtos.

III - O sucesso da Revolução Industrial foi tão significativo que originou um apoio à utilização de máquinas, processo que ficou conhecido como ludismo.

 

Assinale:

a) Se apenas a afirmativa I for correta.

b) Se apenas a afirmativa II for correta.

c) Se apenas a afirmativa III for correta.

d) Se as afirmativas I e II forem corretas.

e) Se as afirmativas II e III forem corretas.

 

(PUCMG) As mudanças do sistema capitalista a partir de 1870/1880, nas sociedades mais industrializadas, tiveram como característica principal:

a) Fortalecimento da democracia como regime mais racional na condução dos povos civilizados.

b) Fortalecimento das práticas de livre-cambismo devido à concorrência perfeita desenvolvida no capitalismo da época.

c) Aumento da concentração e da centralização do capital monopolista dentro da lógica do imperialismo.

d) Aparecimento de uma nova esquerda, fundadora de uma ética mais humanista e voltada para os interesses populares.

 

(PUCPR) A partir da segunda metade do século XIX, as potências européias começaram a disputar áreas coloniais na África, na Ásia e na Oceania. Seus objetivos eram a busca por fontes de matérias-primas, mercado consumidor, mão-de-obra e oportunidades para investimento. As justificativas morais para essa colonização, no entanto, estavam relacionadas com o que se chamava de darwinismo social, cujo significado é:

a) O homem branco tinha a tarefa de cristianizar as populações pagãs de outros continentes, resgatando-as de religiões animistas e de práticas antropofágicas.

b) O homem branco de origem européia estava imbuído de uma missão civilizadora, através da qual deveria levar para seus irmãos de outras cores, incapazes de fazer isso por si mesmos, as vantagens da civilização e do progresso, resgatando-os da barbárie e do atraso aos quais estavam submetidos.

c) Os colonizadores europeus tinham a tarefa de ensinar os princípios fundamentais da democracia, ensinando aos povos colonizados o processo de governo democrático, permitindo-lhes se afastar de governos tirânicos e autocratas.

d) A colonização tinha como tarefa repassar aos povos colonizados os fundamentos da economia capitalista, para que eles mesmos pudessem gerenciar as riquezas de seus territórios e, com isso, possibilitar o desenvolvimento social de seu país.

e) Estudar, segundo uma perspectiva antropológica, a organização das sociedades colonizadas, conhecer seus princípios religiosos, políticos, culturais e sociais, com o objetivo de ajudar a preservá-los.

 

(PUCRJ) "... A natureza distribuiu desigualmente no planeta os depósitos e a abundância de suas matérias-primas; enquanto localizou o gênero inventivo das raças brancas e a ciência da utilização das riquezas naturais nesta extremidade continental que é a Europa, concentrou os mais vastos depósitos dessas matérias-primas nas Áfricas, Ásias tropicais, Oceanias equatoriais, para onde as necessidades de viver e de criar lançariam o clã dos países civilizados. Estas imensas extensões incultas, de onde poderiam ser tiradas tantas riquezas, deveriam ser deixadas virgens, abandonadas à ignorância ou à incapacidade?                      (...) A humanidade total deve poder usufruir da riqueza total espalhada pelo planeta. Esta riqueza é o tesouro da humanidade ... "

                  (SARRAUT, A. "Grandeur et Servitude Coloniales". Paris, 1931, pp.18 e 19)

 

O documento acima se refere à "Era do Imperialismo", ocorrida no final do século XIX e início do século XX, quando os países capitalistas conseguiram dominar a África e grande parte da Ásia.

A partir do texto acima e de seus conhecimentos a respeito do assunto:

a) INDIQUE a ideia central que o documento apresenta como justificativa para o Imperialismo europeu.

b) INDIQUE uma característica comum ao imperialismo dos países europeus na África na Ásia e ao imperialismo inglês e norte-americano na América Latina, ao longo do século XIX.

 

Resolução

 

a) O documento apresenta como justificativa para o Imperialismo europeu a desigual distribuição das riquezas e matérias primas no mundo, concentradas na África, Ásia e Oceania, áreas habitadas por "raças incultas, ignorantes e incapazes" de usufruir destas riquezas; e a escassez destes produtos na Europa, habitada pela raça branca, superior pela sua maior capacidade intelectual, inventividade e domínio científico, que a capacitariam para o melhor usufruto destas riquezas. Como estas riquezas são vistas como domínio de toda humanidade, o texto defende, então, o direito ao usufruto comum das mesmas.

 

b) O candidato poderá identificar uma entre as seguintes características: as inovações técnicas e econômicas (aço, eletricidade e petróleo) ocorridas em meados do século XIX causaram um grande crescimento da produção industrial, gerando enormes lucros, caracterizando a chamada Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a passagem do capitalismo liberal e industrial para o capitalismo monopolista e financeiro; as atividades produtivas e comerciais foram submetidas às instituições financeiras através de empréstimos e financiamentos, ou ainda do controle acionário; a busca de áreas para aplicação de capital excedente na forma de investimentos e empréstimos; a necessidade de mercados consumidores para os produtos industrializados; a necessidade de mercados produtores de matérias primas (inclusive fontes de energia); disputa entre as grandes potências, que buscaram nos novos domínios coloniais garantir o aumento de seus lucros e encontrar uma saída segura para seus excedentes de produção; busca de áreas para colocação de população excedente; obtenção de bases estratégicas visando à segurança do comércio nacional; a ideia de que as nações colonizadoras eram portadoras de uma "missão civilizadora, humanitária, filantrópica e cultural", capaz de "levar a civilização" às áreas consideradas bárbaras; esta "missão civilizadora" era considerada o "fardo do homem branco"; influência do Darwinismo Social.

 

 

(UNIFESP) "A partir da Conferência [de Berlim, em 1885, a corrida ao continente africano foi acelerada, num gesto inequívoco de violência geográfica por meio da qual quase todo o espaço recortado ganhou um mapa para ser explorado e submetido a controle. A demarcação das fronteiras prosseguiu, estendendo-se até depois da Primeira Grande Guerra".

            (Leila Leite Hernandez. "A África na sala de aula". São Paulo: Selo Negro Edições, 2005.)

 

O mapa e o texto tratam do expansionismo europeu na África e da partilha do continente. Relacione:

a) O expansionismo europeu no século XIX e seus objetivos na colonização da África.

b) A forma como se deu a divisão da África e sua ligação com problemas étnicos e nacionais que o continente enfrenta atualmente.

 

Resolução

 

a) O expansionismo europeu do século XIX, decorreu das demandas geradas pela Segunda Revolução Industrial e do Capitalismo Monopolista. Ao colonizarem territórios na África e na Ásia (neocolonialismo), as potências industriais buscavam fontes de matérias-primas, novos mercados consumidores e áreas para a expansão de capitais. No caso das potências européias, pode-se acrescentar ainda a busca de áreas para geração de trabalho e envio de excedentes populacionais, objetivando evitar tensões sociais motivadas pela crise de superprodução verificada na década de 1870.

 

b) A "Partilha da África" pelas potências européias ratificada na Conferência de Berlim (1884-1885),   resultou numa divisão que não respeitou, nem a história, nem as relações étnicas e mesmo familiares dos povos do Continente. Após o processo de descolonização entre as décadas de 1950 e 1970, afloraram-se acirradas e violentas disputas étnicas e políticas em vários países africanos que contribuem para agravar o quadro de miséria - herdado do passado colonial - enferentado por muitas populações.

 

(UFSJ) Concentração de capital em grandes conglomerados de empresas (trustes e cartéis), a emergência da Alemanha e dos Estados Unidos como potências industriais e uma nova base tecnológica fundamentada na eletricidade, no motor a explosão e na Química.

As características acima correspondem ao período da história da economia mundial denominado

a) Capitalismo mercantil.

b) Escravismo colonial.

c) Capitalismo monopolista.

d) Capitalismo globalizado.

 

VESTIBULAR 2008

 

(Uepg) A expansão européia na Idade Moderna atingiu o mundo todo, mas de diferentes maneiras. A expansão compreendeu desde viagens isoladas de aventureiros, que apenas revelavam a existência de lugares até então não assinalados no mapa, até a conquista e ocupação de territórios que se incorporaram, como colônias, aos estados europeus. Sobre este tema, assinale o que for correto.

(01) Muitas vezes o equilíbrio do continente europeu dependia e se decidia nas colônias ultramarinas e na disputa pelas rotas comerciais e de navegação.

(02) Mais do que a curiosidade, o desejo de novas descobertas e uma carência de especiarias, o que movia as grandes viagens marítimas européias em direção a espaços desconhecidos era a "sede de ouro", grave mal-estar econômico que acometia a sociedade ocidental desde os finais do século XV.

(04) O Estado moderno, através da atividade comercial que caracterizava as grandes empresas européias, buscava a balança comercial favorável.

(08) A política econômica dos Estados modernos europeus se fundava nas práticas da livre concorrência, do metalismo e da restr ição às importações.

(16) As relações de trabalho caracterizavam-se pelo uso generalizado da mão-de-obra livre e assalariada, especialmente nas colônias ibéricas da América.

 

Resolução: 1 + 2 + 4 = 7

 

 

(Uel) Sobre a Revolução Industrial, é correto afirmar:

a) As Américas anglo-saxônica, hispânica e portuguesa não vivenciaram, como a Europa, o crescimento da mão-de-obra e a conseqüente baixa nos salários em função de uma melhor distribuição dos trabalhadores entre o campo e a cidade.

b) Os países que não vivenciaram o fenômeno da grande indústria conservaram-se agrícolas e não foram afetados pela supervalorização dada ao capital após a citada revolução.

c) O comércio internacional pós revolução provocou uma especialização da produção dividindo o mundo entre áreas produtoras de matérias-primas e áreas industriais e propiciando o acúmulo de capital nos países industrializados.

d) Os movimentos sociais surgidos nesse período foram responsáveis pela disseminação das idéias de liberdade e igualdade para todos e o cumprimento da lei do direito ao voto para as mulheres que trabalhavam nas fábricas.

e) Mesmo tendo aumentado o número de produtos manufaturados no mercado, a Revolução Industrial não significou, no primeiro século, avanços e progresso tecnológico.

 

(Ufpi) Sobre a expansão marítima européia nos séculos XV e XVI, podemos afirmar que:

 

a) Teve, na Batalha de Poitiers, marco inicial da reconquista da Península Ibérica pelos europeus, o ponto de partida.

b) Teve, na procura por mercados consumidores para os produtos manufaturados europeus, a principal motivação inicial.

c) Foi iniciada por navegantes de origem holandesa, que desde o século XIII, trafegavam pelo Mar Mediterrâneo e por rotas atlânticas nas costas africanas.

d) A constituição dos Estados de tipo moderno, aliada às necessidades de procura por metais preciosos, e de rotas alternativas para o intercâmbio comercial entre o Oriente e o Ocidente, foram fatores centrais para desencadear a expansão marítima.

e) Teve, no acelerado crescimento demográfico dos séculos XIII, XIV e XV um fator motivador, pois a procura por novos territórios, para diminuir as pressões por terras cultiváveis na Europa, era urgente.

 

 

(Ufvjm) Leia este trecho.

 

..... As grandes navegações européias dos séculos XV e XVI, conferiram unidade à aventura histórica dos povos, e configuraram, na consciência dos homens, pela primeira vez, a imagem geopolítica do planeta..

(MAGNOLI: 1977, p. 7)

 

É INCORRETO afirmar que a expansão marítima européia

 

a) possibilitou a exploração de novas terras descobertas, por meio das atividades econômicas que propiciaram o abastecimento de produtos agrícolas e metais preciosos em grande escala.

b) possibilitou o fortalecimento de alguns Estados Nacionais europeus, o desenvolvimento do tráfico de escravos da África para a América e europeização das áreas conquistadas.

c) possibilitou a pacificação de conflitos religiosos ocorridos na Europa, na medida em que vários desses grupos foram viver nos novos espaços do mundo colonial.

d) possibilitou a ampliação das fronteiras geográficas, por meio do deslocamento

do eixo econômico do Mar Mediterrâneo para o Atlântico.

 

(Unioeste)

 

 “Nem o imperialismo, nem o colonialismo é um simples ato de acumulação e aquisição. Ambos são sustentados e talvez impelidos por potentes formações ideológicas que incluem a noção de que certos territórios e povos precisam e imploram pela dominação, bem como formas de conhecimento filiadas à dominação: o vocabulário da cultura imperialista oitocentista clássica está repleto de palavras e conceitos como 'raças servis' ou 'inferiores', 'povos subordinados', 'dependência', 'expansão' e 'autoridades'”.

 (SAID, Edward, Cultura e Imperialismo. São Paulo, Companhia das Letras, 1995).

 

Sobre o imperialismo europeu na Ásia e África, tratado no fragmento acima, é INCORRETO afirmar:

 

a) Entre 1876 e 1915, largas extensões territoriais da superfície continental do globo foram distribuídas ou redistribuídas entre países imperialistas.

b) Teorias como o darwinismo social fundamentaram a convicção da superioridade européia e a visão de que o colonialismo constituía uma missão civilizadora dos povos não europeus.

c) O crescimento do consumo de massa nos países metropolitanos favoreceu a entrada de matérias-primas oriundas de territórios ocupados nos trópicos, tais como açúcar, cacau, banana, chá, café, mudando diversos hábitos alimentares, mesmo entre as classes menos favorecidas desses países.

d) Para a maioria dos países imperialistas, a aquisição de colônias na Ásia e África constituiu uma efetiva estratégia de conquista de novos mercados.

e) Por causa do grande interesse inglês na Índia, a Inglaterra tinha poucas possessões no continente africano.

 

(Puc-mg) A História e Literatura têm trazido contribuições importantes para compreensão do desenvolvimento das civilizações. Leia o poema Mar Português, de Fernando Pessoa, e assinale a afirmativa CORRETA de acordo com o texto.

 

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lagrimas de Portugal!

Por te cruzarmos quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

 

a) Refere-se à expansão marítima portuguesa durante os séculos XV e XVI, ampliando a esfera política

e geográfica do mundo conhecido.

b) Explica o mito fundador da colonização do novo mundo a partir da imposição da Coroa Portuguesa

e de seus aliados espanhóis.

c) Trata-se de uma interpretação idealista da expansão marítima portuguesa, criada a partir das

idéias mercantilistas inglesas e francesas do século XIX.

d) Critica o modelo histórico que explica o processo de colonização portuguesa em função da mudança

do eixo Atlântico para o Mediterrâneo.

 

(Ufpi) A partir da Revolução Industrial, cada vez mais, o processo de acumulação de capital se internacionaliza. Ao longo do século XX, esse processo se caracterizou, principalmente, por:

 

a) Alianças bem-sucedidas entre países de pequena dimensão territorial, para proteger-se do comércio com os países capitalistas desenvolvidos.

b) Dependência vital dos países desenvolvidos em relação aos países subdesenvolvidos, cujas matérias-primas são a única sustentação da industrialização dos primeiros.

c) Solidariedade entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, cabendo aos primeiros suprir os demais em matérias-primas raras e programas de educação e saúde das populações pobres.

d) Aprofundamento da divisão do trabalho entre países e no interior dos próprios países dependentes, com o crescimento da industrialização associada ao grande endividamento externo.

e) Democratização dos mecanismos de troca internacional, premida pela elevação constante dos preços das matérias-primas em níveis superiores aos dos produtos industrializados.

 

(Ufrr) A sedução do novo e a idéia do progresso começaram a permear o pensamento europeu. As

novas invenções se impunham no dia -a-dia das pessoas com um ritmo alucinante para aquele

mundo até então rural. A velocidade e a automação representavam rompimentos com o velho modo de

vida, em que os limites eram traçados pela natureza. Até mesmo o tempo ganhou um novo sentido, pois

agora tinha-se pressa em fazer dinheiro. Os trabalhadores nas fábricas eram obrigados a seguir

o ritmo da máquina a vapor. Nas cidades, a luz do dia já não marcava mais os limites da jornada de

trabalho. A iluminação a gás, que deixou os ingleses perplexos, colocaria sob o controle do

homem a extensão do dia nas cidades.

REZENDE, Antonio Paulo. Rumos da história: nossos tempos. OBrasil e o mundo contemporâneo, v. 3/ Antonio Paulo Rezende, Maria Thereza Didier. São Paulo: Atual, 1996, pp.3-4.

 

Marque o item correto.

 

O texto acima caracteriza:

 

a) O século XIX e a Revolução Industrial.

b) O século XVI, período do Renascimento.

c) O século XVII, mais especificamente, o que passou a ser chamado de Revolução Científica.

d) A Europa entre as duas guerras mundiais.

e) Os EUA na década de 1920, nos anos que antecederam a quebra da Bolsa de Nova York

em 1929.

 

(URCA) Leia as afirmativas abaixo e assinale a alternativa incorreta:

 

a) O capitalismo tem como principal objetivo o lucro; baseia-se na propriedade privada dos meios de produção; funciona conforme a lei da oferta e da procura (economia de mercado) e, entre outros aspectos, a sociedade é baseada na divisão de classes.

b) Entre as formas de oligopólio (quando uma empresa domina a oferta de determinado produto ou serviço) podemos citar: o Cartel – empresas independentes que fazem acordos para dominar o mercado; o Conglomerado – empresas que diversificam sua produção para dominar a oferta de certos produtos ou serviços; a Holding – uma empresa criada para administrar outras, possui a maioria das ações; e Truste – empresas que abrem mão de sua independência legal e se unem para constituir uma única organização.

c) A união de capital industrial com o capital de financiamento (bancário) deu origem ao capitalismo financeiro, que é a essência do capitalismo caracterizado pelos mercados de capitais nas bolsas de valores.

d) O neoliberalismo prega a não-intervenção do Estado na economia, a não ser para controlar as crises. A política neoliberal cresceu e praticamente dominou a economia na década de 1990.

e) Após a Segunda Guerra Mundial duas DIT’s (divisão internacional do trabalho) passaram a conviver na economia mundial: a DIT clássica (que caracteriza as relações entre os países desenvolvidos e os países subdesenvolvidos não industrializados) e a DIT da Nova Ordem Mundial (expressa o relacionamento entre os países desenvolvidos e os países subdesenvolvidos industrializados) e permanecem até os dias de hoje.

 

(Univale) A discussão relacionada aos pressupostos e difusão da ideologia liberal, ocorreu num  momento em que surgia uma nova ordem econômica mundial. Estamos nos referindo:

 

a) Ao absolutismo.

b) Ao feudalismo.

c) Ao capitalismo.

d) Ao socialismo.

e) Ao comunismo.

 

(UERJ)            "Nem o imperialismo nem o colonialismo são um simples ato de acumulação e aquisição. Ambos são sustentados e talvez impelidos por potentes formações ideológicas que incluem a noção de que certos territórios e povos precisam e imploram pela dominação."

                  Edward Said. "Cultura e Imperialismo", p. 40.

 

Considerando o texto acima:

a) Relacione as idéias de civilização e progresso que caracterizaram o desenvolvimento do capitalismo europeu do século XIX.

b) Cite dois países africanos que, ao longo do século XX, conseguiram sua independência frente às metrópoles européias.

 

Resposta:

 

a) Como diz o texto há uma relação estreita entre as formas materiais de conquista e as formas culturais/ideológicas. Assim sendo, o aluno deverá ser capaz de demonstrar a relação entre a conquista militar das colônias na África e Ásia e o discurso de superioridade cultural que se manifesta na defesa da tarefa civilizatória do homem europeu frente a outros povos. Civilização, como um valor cultural que confirmava a superioridade européia e o Progresso, como a demonstração material dessa superioridade exibida através do controle de uma técnica muito superior aos povos não europeus, seriam argumentos centrais para o expansionismo europeu que se via etnocentricamente realizando uma tarefa benéfica ao conquistar os territórios bárbaros, sem história e civilização que constituíam a fronteira de expansão do capitalismo europeu no século XIX.

 

b) Na África podemos citar Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Somália, África do Sul, Mali, etc. Na verdade, os dois únicos países independentes antes de 1901 eram a Libéria e a Etiópia.

 

(Cásper) Nas últimas décadas do século XIX, as inovações da chamada Segunda Revolução

Industrial permitiram que alguns países entrassem na fase do capitalismo identificada com o imperialismo ou o neo-colonialismo. Nessa etapa, a concentração da produção e do capital exigem a construção e a manutenção de áreas de influência. A disputa pelas áreas de influência foi responsável, entre outras coisas, antes e depois do esgotamento dos meios diplomáticos, respectivamente:

 

a) Pela Paz de Versalhes e pela criação da Tríplice Aliança.

b) Pela Conferência de Bandung e pelos 14 Pontos de Wilson.

c) Pela Conferência de Berlin e pela Primeira Guerra Mundial.

d) Pelo Congresso de Viena e pela invasão da Polônia pela Alemanha.

e) Pelo pacto Ribentrop-Molotov e pelo Tratado de Versalhes.

 

VESTIBULAR 2006

 

(Cásper) A partilha do continente africano teve seu auge durante a Conferência de Berlim (1884-1885), da qual participaram além dos países ricos europeus, os EUA e a Rússia. A Conferência objetivava a delimitação de fronteiras coloniais e a elaboração de critérios para a exploração do território. Tal iniciativa insere-se no contexto amplo do Imperialismo, ou Capitalismo Financeiro, considerado por Lênin a “etapa superior do Capitalismo”.

 

Podem ser apontadas como características do Capitalismo nessa fase:

 

a) A fusão entre o capital industrial e o bancário, a concentração da produção e a formação de monopólios.

b) O acirramento da concorrência, a desconcentração do capital e o aumento progressivo da taxa de lucro.

c) A formação de cartéis, o fim da mais-valia relativa e a redução dos investimentos no mercado de ações.

d) A transnacionalização da produção e a superação da necessidade de mercados consumidores externos.

e) O fim dos Trustes, a diminuição do desemprego estrutural e o investimento prioritário em capital variável.

 

(Ucpel)

 

Antes mundo era pequeno

Porque Terra era grande

Hoje mundo é muito grande

Porque terra é pequena

Do tamanho da antena

Parabolicamará....

Gilberto Gil: Parabolicamará

 

Marque a alternativa que NÃO corresponde à globalização.

 

a) Os avanços tecnológicos como transporte, comunicação e informática.

b) Interdependência das economias nacionais . o fortalecimento do Estado-Nação.

c) Aprofundamento da divisão internacional do trabalho ou da produção.

d) A ampliação das desigualdades socioeconômicas norte-sul.

e) O aumento das migrações internacionais.

 

(UFAM) O Mercantilismo tem sido tradicionalmente descrito como um conjunto de idéias e práticas econômicas que visavam alcançar o desenvolvimento das nações. É estranho ao Mercantilismo:

 

a) O metalismo              

b) O protecionismo estatal

c) O livre comércio         

d) O entesouramento

e) A obtenção de uma balança comercial favorável

 

(FDELS-adap) "A posição da Grã-Bretanha é única porque se trata do primeiro país, na história mundial,

que conheceu uma revolução industrial e se converteu, por conseguinte, no 'empório do

mundo', monopolizadora virtual da indústria, da exportação de produtos manufaturados e

da exploração colonial."

(HOBSBAWM, Eric. En torno a los orígenes de la revolución industrial. México: 1991, p. 93).

 

A primazia industrial inglesa foi favorecida por:

I. Revolução Gloriosa de 1689 que fortaleceu os setores feudais que professavam a fé anglicana.

II. Capital acumulado pela pirataria, comércio colonial, frete marítimo e que permitiu a inversão de recursos para a industrialização.

III. Diminuição dos contatos comerciais com a Europa e as Américas favorecendo a manutenção de investimentos na própria Inglaterra.

IV. Mão-de-obra disponível para as indústrias originadas com o processo de cercamentos.

V. Abundância de carvão que eram matérias-primas básicas para o processo de

industrialização.

 

Estão corretas as afirmativas:

 

a) I, II e III

b) II, III e V

c) I, II e IV

d) II, IV e V

e) III, IV e V

 

(Mack) Ao longo do século XV, Portugal e Espanha, com as viagens marítimas, expandiram extraordinariamente o conhecimento que se possuía dos limites da Terra. É considerada a principal causa do pioneirismo dessas nações nos descobrimentos

 

a) a geografia da Península Ibérica, muito favorável às atividades marítimas, particularmente em relação à África, tão próxima e acessível por mar.

b) o fortalecimento precoce do estado monárquico, que, em grande medida, proveu as condições financeiras para as viagens e, depois, para a colonização.

c) a alta densidade demográfica na Península Ibérica, cujo excesso de população urbana pressionava por descoberta de novas terras.

d) o intenso contato com a cultura islâmica, dominante ao sul, cujos conhecimentos geográficos e técnicas de navegação eram então bem avançados.

e) o espírito aventureiro de muitos sábios que, à época, viviam nestes países, como Cristóvão Colombo e Vasco da Gama.

 

(UFG) Dá-se o nome de imperialismo à nova fase do capitalismo. Essa fase baseia-se na existência

dos monopólios, no domínio do capital financeiro, na exportação de capitais excedentes para as

áreas periféricas e na disputa entre os países pelo domínio de colônias e zonas de influência.

Explique dois desdobramentos da política imperialista no início do século XX, no que diz respeito às

políticas de aliança entre os países europeus e às disputas territoriais.

 

Resposta

 

– Formação de alianças entre países motivadas por rivalidades políticas e para garantia de interesses econômicos (Tríplice Entente: Inglaterra, França e Rússia. Tríplice Aliança: Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha);

– Luta pela posse de colônias, o domínio das fontes de matérias-primas e de mercados definem o jogo político no século XIX;

– Conflitos envolvendo as novas potências que se formaram ao longo do século XIX (Alemanha e Itália) e as disputas pelos territórios coloniais na África e na Ásia.

– Crescimento dos nacionalismos, que levou à Primeira Guerra Mundial;

– Desmembramento dos antigos impérios (otomano, austro-húngaro, alemão e russo).

 

(IBMEC) A Revolução Industrial, ocorrida a partir de meados do século XVIII, se caracterizou em seu início pelo desenvolvimento tecnológico em algumas áreas. Dentre elas podemos destacar:

 

a) o desenvolvimento da indústria química e da mineração, com o uso do aço na indústria pesada e aproveitamento do carvão como combustível.

b) desenvolvimento da indústria têxtil com aproveitamento das máquinas a vapor e da indústria naval com o desenvolvimento do aço e alumínio.

c) incremento da indústria com o aproveitamento da energia elétrica e da ferrovia como meio de transporte.

d) crescimento do setor de mineração e metalurgia com ferro, aço e alumínio, além do início do uso do petróleo como combustível.

e) o desenvolvimento da máquina a vapor, dos teares mecânicos (algodão), da mineração (carvão) e da metalurgia (ferro).

 

(URCA) No final do século XIX o capitalismo enfrenta a sua primeira grande crise. Foi a Grande Depressão que colocou em alerta a sociedade industrial e da conhecida Belle Époque. Para superar tal crise, são desenvolvidas formas de concentração de capitais em torno de grandes empresas. È a fase dos monopólios e oligopólios que em sua ação expansionista, desenvolveram o Imperialismo. São representantes desses oligopólios e monopólios:

 

a) As Sociedades Anônimas e de capitalLimitado;

b) As Companhias Limitadas, Cooperativas e Sociedades Anônimas;

c) O Truste, o Holding e o Cartel;

d) O Truste, as Companhias Limitadas e o Cartel;

e) O Cartel, as Sociedades Anônimas e o Truste.

 

(UNAERP) O sistema colonial teve como elemento fundamental o regime de comercio instaurado entre

metrópole e colônia. Esse sistema se baseava:

 

a) na livre concorrência.

b) na produção realizada por pequenos proprietários autônomos.

c) no trabalho não compulsório.

d) na policultura.

e) no monopólio colonial.

 

(UERJ) As grandes navegações dos séculos XV e XVI possibilitaram a exploração do Oceano Atlântico, conhecido, à época, como Mar Tenebroso. Como resultado, um novo movimento penetrava nesse mundo de universos separados, dando início a um processo que foi considerado por alguns historiadores uma primeira globalização e no qual coube aos portugueses e espanhóis um papel de vanguarda.

 

a) Apresente o motivo que levou historiadores a considerarem as grandes navegações uma primeira globalização.

b) Aponte dois fatores que contribuíram para o pioneirismo de Portugal e Espanha nas grandes navegações.

 

Respostas

 

a) As grandes navegações colocaram em contato os lugares mais distantes do mundo; o intercâmbio comercial e cultural passou a ser intercontinental (da Europa com povos isolados da África, da Ásia e da América).

b) Dois dentre os fatores:

 

- formação dos Estados Nacionais;

- vocação marítima da Península Ibérica;

- posição geográfica da Península Ibérica;

- desenvolvimento da cartografia e da tecnologia no campo náutico;

- afluxo de capitais para a Península Ibérica.

 

VESTIBULARES ANTERIORES

 

(UFES) "A própria localização da península, entre o Mediterrâneo e o Atlântico, e a importância do seu litoral em relação às suas fronteiras terrestres orientaram, porém, a sua política comercial e, por conseguinte, a sua política para o comércio externo e o controle do estreito de que se servia [...], controlando o comércio mediterrânico, o comércio atlântico, as rotas da 'Berberia' e, logo depois, a das Canárias antes da do Novo Mundo."

(RUCQUOI, Adeline. "História medieval". Lisboa: Editorial Estampa, 1995, p. 285-287)

 

A região pioneira na expansão marítima e comercial européia a que se refere o texto acima é a

a) Península Itálica.

b) Península Balcânica.

c) Península Ibérica.

d) Península Arábica.

e) Península do Peloponeso.

 

(UEL) Para compreender a expansão marítima nos séculos XV e XVI, é necessário considerar a importância da cartografia.

 

Sobre o tema, é correto afirmar que os cartógrafos representaram o mundo:

 

a) Valendo-se de conhecimentos acumulados e transmitidos por meio da filosofia, da astronomia e da experiência concreta.

b) Desconhecendo o valor político de sua arte de cartografar para os rumos da rivalidade castelhano-portuguesa.

c) Ignorando a hagiografia medieval e as crenças na existência de monstros marinhos e de correntes de ventos nos oceanos.

d) Confirmando os conhecimentos estáticos sobre o planeta, resultantes da observação direta dos espaços desconhecidos.

e) Anotando nos mapas pontos geográficos, longitudes e latitudes com exímia precisão, em função dos eficazes instrumentos de navegação.

 

(FGV)

 

 "Desdobramento da expansão comercial e marítima dos tempos modernos, a colonização significava a produção de mercadorias para a Europa, naquelas áreas descobertas em que as atividades econômicas dos povos 'primitivos' não ofereciam a possibilidade de se engajarem em relações mercantis vantajosas aos caminhos do desenvolvimento capitalista europeu. Assim, passava-se da simples comercialização de produtos já encontrados em produção organizada, para a produção de mercadorias para o comércio"

                  (Fernando Novais - Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial, p.73.)

 

Neste texto, o autor descreve:

 

a) A integração de áreas do território americano ao mercado europeu, a partir do século XVI.

b) As relações econômicas entre a Europa Ocidental e a Europa do Leste, no século XVI, quando prevaleceu o capitalismo comercial.

c) As diferenças entre a colonização da América e a da África.

d) A organização, na Ásia, do Antigo Sistema Colonial.

e) A incorporação dos povos indígenas ao capitalismo europeu.

 

(UFMG) Leia estas estrofes iniciais de "Os Lusíadas", poema datado de 1572:

 

As armas e os barões assinalados

Que, da Ocidental praia Lusitana,

Por mares nunca de antes navegados

Passaram ainda além da Taprobana,

E em perigos e guerras esforçados

Mais do que prometia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo Reino, que tanto sublimaram;

 

E também as memórias gloriosas

Daqueles Reis que foram dilatando

A Fé, o Império, e as terras viciosas

De África e de Ásia andaram devastando,

E aqueles que por obras valerosas

Se vão da lei da Morte libertando:

Cantando espalharei por toda parte,

Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

 

Cessem do sábio Grego e do Troiano

As navegações grandes que fizeram;

Cale-se de Alexandro e de Trajano

A fama das vitórias que tiveram;

Que eu canto o peito ilustre Lusitano,

A quem Neptuno e Marte obedeceram.

Cesse tudo o que a Musa antiga canta,

Que outro valor mais alto se alevanta.

(CAMÕES, Luís de. "Os Lusíadas". Porto: Porto Editora, 1975. p. 69.)

 

Com base na leitura dessas estrofes, é CORRETO afirmar que a idéia central do poema é

a) exaltar a religião reformada e os valores puritanos, num contexto em que a Europa se expandia na direção de novos mundos.

b) louvar os modelos antigos até então referenciais para a cultura européia, como as epopéias homéricas e os feitos de heróis gregos e romanos.

c) narrar a saga marítima portuguesa, ou seja, os feitos relacionados às expedições oceânicas realizadas pelos lusos a partir do século XV.

d) relatar os acontecimentos mais marcantes da conquista e colonização das terras brasileiras, visando a gravá-los na memória dos contemporâneos.

 

(MACK-SP)

 

Como falar em "Descobrimentos" se, já no século X, os vikings, provenientes da Escandinávia atual, alcançaram o extremo norte do continente americano? Em 984, o viking Eric, o Vermelho, atinge o sul da Groenlândia. No ano 1000, Leif Erikson chega à terra de Baffin e à Península do Labrador, no Canadá atual. Mas não se fixaram ou colonizaram essas terras.

                                                                      Carlos Guilherme Mota

 

A historiografia tradicional denomina de Descobrimentos o período:

a) de expansão da civilização islâmica  responsável pelo desenvolvimento das técnicas e aparelhos de navegação.

b) da descoberta de novos continentes e expansão das regiões produtoras e consumidoras, responsável pelo surgimento de um mercado mundial no início da Idade Moderna.

c) de ascensão econômica da burguesia marítima- industrial e implantação nas novas terras descobertas do modo de produção capitalista.

d) da generalização do comércio pela Europa Oriental a partir do século XI, responsável pela reabertura do mar Mediterrâneo ao comércio europeu.

e) da exportação de capitais excedentes provenientes da América para as áreas coloniais e semicoloniais da Ásia e da África visando assegurar o controle das regiões produtoras de matérias-primas.

 

(PUMG) O Mercantilismo é uma prática econômica que se caracteriza por, EXCETO:

 

a) exercício do protecionismo alfandegário às manufaturas existentes.

b) esforços para favorecer o desenvolvimento da marinha mercante.

c) negligência no controle da qualidade do produto, diminuindo os custos.

d) estímulo à obtenção de uma balança comercial favorável.

 

(UFF) Os processos de expansão da economia mundial no final do século XIX abriram caminho para a política imperialista com reflexos em áreas que permaneciam em regimes econômicos incompatíveis com a modernização industrial.

 

Assinale a alternativa que melhor identifica essa nova situação.

 

a) As industrializações alemã e japonesa ratificam o processo de mundialização do capitalismo e os incentivos às transformações industriais.

b) As industrializações brasileira e norte-americana demonstram a capacidade de ampliação dos mercados produtores.

c) As industrializações italiana e portuguesa atestam as novas diretrizes das nações industrializadas em direção aos mercados africanos.

d) As industrializações indiana e francesa indicam o declínio da hegemonia inglesa no cenário mundial.

e) As industrializações argentina e mexicana que decorrem, em parte, desses processos de transformação da economia mundial, tiveram como fator decisivo a revolução agrária.

 

(UCE) Os povos de grande parte da África vivem sob catástrofes das guerras, da desertificação e da fome. A mídia destaca esses fatos somente quando chega ao extremo de milhares de mortes por inanição. Sobre essa realidade no continente africano, podemos dizer que é verdadeiro:

 

a) o sistema tribal sempre contribui para essa situação de fome e de pobreza

b) a desestruturação da economia ancestral, tribal e de autoconsumo, decorre de um processo histórico normal em sem interferência de colonizadores

c) a fome e a pobreza só têm destaque na África semi-árida do Sahel, por contingência da própria natureza

d) a pobreza na África é, antes de tudo, uma herança do colonialismo

 

(UFES) No século XIX, assistiu-se à consolidação da sociedade burguesa por meio do amadurecimento do capitalismo industrial e da expansão de mercados. Essas transformações foram nomeadas por economistas e historiadores como Imperialismo. Sobre esse período, NÃO é correto afirmar que

 

a) a necessidade de novos mercados de fornecimento de matérias-primas baratas e de escoamento de produtos industrializados conduziu as grandes potências européias ao neocolonialismo.

b) as nações européias mais industrializadas fecharam seus mercados para as concorrentes, dando origem à política de ocupação territorial e econômica de regiões do mundo menos desenvolvidas.

c) a corrida neocolonial foi dirigida por Estados europeus voltados para a aplicação da política mercantilista, baseada no bulionismo[1] e no exclusivo comercial.

d) a expansão econômica e política das potências industriais, em escala mundial, durante o século XIX, deu início à fase monopolista do sistema mundial capitalista.

e) os mercados afro-asiáticos foram integrados ao sistema de produção, dominado pelos industriais e banqueiros, que investiam seus capitais na comercialização de produtos e na realização de empréstimos.



[1] Política do Mercantilismo apoiada no grande fluxo de ouro e prata que considerava que o volume e a estocagem destes tesouros era a expressão da verdadeira riqueza de um país.

ATUALIZADO EM 10/04/2013